Doris&Daisy


04/11/2008


Eu odeio...

...julgar as pessoas e magoá-las. Odeio mais ainda quando não tenho como fugir disso.

... não ser correspondida – no amor, na amizade, na atenção, na paquera, na vida.

... não conseguir dormir por causa de trabalho.

... ter crises de choro, sentir-me sozinha e frágil, quando a Pê sempre diz que não sou nada disso.

... escutar meu pai, todo fofo, dizer que posso contar com ele.

... não encontrar explicação para as coisas, não entender onde foi que eu errei, o que eu deixei passar.

... a dor na coluna, a unha que não cresce, as celulites.

... sentir que podia ser feliz fazendo outra coisa – uma loja, um blog de curiosidades...

... querer escrever o livro e não saber por onde começar.

... sentir que poderia ter mais qualidade se me dedicasse a outra coisa que eu não faço a mínima idéia do que é.

... sentir saudade de pessoas, de momentos ou de algo que eu nem sei o que é.

... me sentir sozinha e, ao mesmo tempo, adorar o silêncio.

... a casa suja e a desorganizada.

... sentir que tenho altos e baixos, que estou fracassando e, mesmo assim, ter certeza que preciso dar graças a Deus a vida  e a toda sorte que tenho. Isso não é nada perto do sofrimento real e cruel de muita gente.

 

Escrito por Daisy às 21h55
[ ] [ envie esta mensagem ]

27/10/2008


Como diria Celine, ooooh I’m alive!

São 22h e acabo de voltar de um legítimo encontro de cocotas com Doris. Ela comentou que ainda pensa em posts, mas não tem tempo para colocá-los no papel. Eu disse que me sinto culpada pela ausência (já até pensei em cometer “blogcídio”), mas não vejo mais anedotas pitorescas no meu cotidiano que façam jus (sic) a esse espaço.

 

Foi quando Doris, sem perceber, me deu um chacoalhão. “Como assim não?”. Vamos aos fatos minha gente:

 

1 -  Existe um segurança em minha vida. Whitney que me desculpe, mas ele é bem melhor que o Kevin Costner. Ele é um diamante negro com mojo!! É claro que a vida é bem menos glamurosa que a ficção. Ele não é o meu segurança, mas de uma cantina italiana perto da minha casa. É claro também que eu não tenho planos de chegar às vias de fato com ele uma vez que ele se ‘relaciona’ com conhecidos meus – os porteiros, no caso.

O importante é que vale para a auto-estima o meu charmoso balançar em frente à cantina só para escutar, do alto da sua elegância, um bom dia ou boa noite. O auge da nossa intimidade (sic) foi o acréscimo do “tudo bem?” em uma bela madrugada. Ousado a ponto de provocar arrepios...

 

2 – O que dizer do ex-pretê que ressuscitou e caiu no mesmo conto da carochinha? Há três anos, eu dei um fora justamente na hora em que ele achou que ia se dar bem. Dessa vez, sem planejamento ou aviso prévio, a história se repetiu. Seríamos nós capaz do mesmo papelão uma terceira vez?

 

3 – Mas quem faz meus hormônios pulularem é o gatinho da frente (entenda: meu vizinho). Ele é moreno, alto e tem os dentes mais perfeitos de todo o bairro. Infelizmente nos encontramos pouco, mas é sempre especial. Todas as frases ele termina dizendo o meu nome. Daisy, Daisy... ah, o meu nome fica muito bem na boca dele, viu?

 

Acontece que não é só o meu apetite que é aguçado; a minha audição também. Eu já sei o barulho que ele faz para travar e destravar a porta. Como nem sempre estou “decente”, consola-me observá-lo pelo olho mágico. E num desses dias a surpresa: o moçoilo estava saindo de cueca para colocar o lixo. Coitadinho!!! Ficou preocupado com o elevador e, inocente, nem imaginou a possibilidade de que alguém poderia utilizar por outros motivos aquele buraquinho. PONTO PARA AS MENINAS!!!

 

No nosso último encontro, porém, eu cometi um deslize quase fatal. Primeiro, eu descobri que o gatinho cresceu na mesma cidade de um ex, o que fez meu corpo amolecer de preguiça (xô, deja vu, assombração!!!). Depois de perguntar, desconcentrada, a idade dele e ouvir um sonoro 23, soltei o seguinte comentário inteligente: 

- Ah, eu sabia que você era novinho.

 

Tá bom ou quer mais?

 

Escrito por Daisy às 22h51
[ ] [ envie esta mensagem ]

04/08/2008


P.S.: Eu te amo

Eu demorei muito tempo para ver esse filme. Sempre ouvi dizer que era muito triste, mas muito bonito. O primeiro comentário sempre me soou mais forte e, sabendo que sempre me acabo de tanto chorar, relutei até hoje.

 

Para minha surpresa, nenhuma lágrima escorreu. Fiquei emocionada com algumas cenas, é verdade, mas nada que me fizesse realmente chorar.

 

Eu acho que, sem querer, eu mudei bastante. Sem terapia e sem muita consciência do que estava fazendo, passei a me entender melhor e a me agredir menos. Eu sempre tive a sensação, ou a pretensão, de que uma das minhas qualidades era aprender com os meus erros e com os dos outros também. Não tenho dúvidas de que isso me ajudou a construir uma carreira; estava na hora de aplicar na vida pessoal.

 

Passei, então, a fazer o que tinha vontade; passei a dizer mais não também. Para ser sincera comigo mesma, tive que tomar coragem para ser também com os outros. Disse e fiz coisas que eu sabia que poderiam magoar outras pessoas, mas eu precisava ser leal a mim mesma e até a elas, que mereciam saber como eu me sinto frente a certas situações.

 

Deixei de lado as reclamações e a preguiça. Com ajuda de uma médica, encarei um plano alimentar restrito e, muitas vezes, tortuoso. Três vezes por semana, acordo às 5h40 e, custe o que custar, rumo para a academia. Continuo não sentindo prazer em correr, suar e levantar peso; mas me surpreendo com a disposição e o bom humor, sem contar as mudanças que já observo no meu corpo. Sinto-me mais confortável em certas roupas e contente em voltar a usar outras. Por várias vezes, pego-me feliz observando meu reflexo no espelho. Sinto-me mais bonita.

 

Ao contrário do comentado aqui neste blog, eu não acho que é possível não procurar por amor. Declarado ou não, consciente ou não, sempre estamos em busca dele, em suas mais variadas facetas. Hoje posso dizer que me sinto feliz sozinha e muitas vezes acho não saberei viver de outra forma. A verdade, porém, é outra. Eu ainda espero encontrar alguém. Eu sou lembrada disso cada vez que leio o horóscopo de um jornal, revista ou site, e meu coração pula com a previsão de que o Encontro está próximo.

 

Eu quero o amor, sim. Daqueles de tremer o joelho, fazer loucuras e de encontrar segurança e tranqüilidade. Mas quero um amor do meu jeito e, acreditem, eu sei o risco que corro com isso. Estou ciente que pode ser um romantismo exacerbado, um conto de fadas ou uma loucura, mas tem que ser do meu jeito. Sem co-dependência, sem agressões, sem ilusões (sic), sem abandono.

 

Como diz Elton:

 

But I want love, just a different kind

I want love won't break me down

Won't brick me up, won't fence me in

I want a love that don't mean a thing

That's the love I want, I want love

 

I want love on my own terms

After everything I've ever learned...

 

 

Escrito por Daisy às 23h10
[ ] [ envie esta mensagem ]

23/07/2008


Pantanal e Jequiti

O que eu mais gosto nas novelas é que você não precisa assistir todos os dias para acompanhar. Pode-se ver só os capítulos de sábado e acompanha-se o resto em revistas de fofoca, resumo nos jornais e almoços de trabalho (estes, os mais frutíferos, aliás). Por isso, é difícil uma novela me prender em casa, principalmente porque o horário coincide com a hora do boteco e, vamos combinar? Boteco é bem mais legal.

 

Mas todo esse rodeio pra eu dizer que, a despeito de qualquer consideração já mencionada, eu acompanho Pantanal. E amo-de-paixão todas as cenas. Foi assim, quando eu soube que o seo Silvio estava reprisando, até fiquei interessada, mas nunca lembrava de ligar a TV ou o boteco chamava mais alto. Até que estava em casa de bobeira um dia e lembrei da novela. As primeiras cenas me pareceram um pouco lentas, arrastadas. Até pensei – era assim que a gente via novela? Uma cena não acaba nuuuunca! Mas o capítulo nem tinha terminado e eu já estava 00% imersa no modus operandi dele. Sou 100% Pantanal.

 

E posso dizer? Até o fim da novela, periga eu virar uma consultora Jequiti. Ser é crescer (sic).

 

2.

 

Para responder a V., que perguntou outro dia se eu tinha sido capturada pelo amooooor. Bem, essa história de ser ‘apenas bons amigos, estar se conhecendo etc’ toma tempo. E o que eu acho mais bizarro de tudo isso é que nunca acreditei nessa gente sorridente-apaixonada que diz que o amor da vida apareceu bem no momento em que deixou de procurar alguém.

 

“Ah, ta. É igual seriado, que vc é atropelada na segunda temporada pelo cara que vira o pai de seus filhos na quinta”. Humpf.

 

Mas sou obrigada a confessar que, putz, é isso mesmo.

 

Lembro-me claramente do meu último reveillon. Apesar da não-festa ubber furada que tivemos, foi sensacional porque eu não estava acompanhada. E não é pela putaria, porque nem isso nem teve. Foi pela liberdade. Eu escolhi o destino, as datas dos meus vôos completamente independente. Não passou pela minha cabeça voar com alguém que eu conhecesse, entende? Eu olhei minha escala de fim de ano no trabalho, organizei meus vôos e fui. Fiquei dois ou três dias sozinha em Buenos Aires, porque todo mundo voltou antes pro Brasil. Mas eu nem liguei. Não me senti sozinha à meia-noite e, isso é importante: não fiquei desesperada para a primeira pessoa que eu abraçasse fosse um homem ‘pra trazer um pra mim em 2008’.

 

E depois, três meses depois... bem, não preciso dizer que estamos nos conhecendo, somos bons amigos etc. Tenho que admitir. Deve ter sido porque eu parei com essa superstição besta de fim de ano.

Escrito por Doris às 00h30
[ ] [ envie esta mensagem ]

20/07/2008


Shame on me!

 Tenho sido conscientemente egoísta, dizendo mais não para fazer o que quero. Esse foi o resumo do discurso que fiz para o ex, que me procurou para desabafar sobre a crise com a atual.

 

Quando eu disse aquilo, eu realmente acreditei em cada palavra. Não foi para me mostrar superior; acredito que realmente consegui aplicar isso em boa parte da minha vida. Hoje sei que não em tudo.

 

Will me ligou hoje avisando que estava a caminho de um bar com dois amigos nossos. Queria que eu fosse. Eu queria ir e me matar de rir com as bobagens que eles falam. Não fui para não encarar a cena dos três sentados a mesa com as respectivas, enquanto eu chegava e saía sozinha.

 

Eu sei que é bobagem, mas eu senti vergonha. Podia ter chamado um amigo ou uma amiga, mas não queria. Preferia enfrentar sozinha ou ficar só em casa, sentindo pena de mim mesmo. Porque é isso que eu mereço pena. 

Escrito por Daisy às 00h37
[ ] [ envie esta mensagem ]

26/06/2008


Eu recuso-me a ser a vagabunda de alguém!

O Contargo Calligares escreveu hoje na Folha um artigo interessante sobre amor. As pessoas quando dizem “eu te amo” estão realmente apaixonadas ou só estão amando o prazer de estarem apaixonadas?

 

Confuso? Pode ser, mas confesso que caiu como uma luva para mim. Depois de um longo período, sinto-me pronta para nova confusão e o meu radar – preenchido por trabalho, mulheres e amigos gays - só apontou uma pessoa. E isso é problema.

 

Uma amiga já foi apaixonada por ele e diz que hoje esse sentimento passou, o que sinceramente não convenceu. Nada aconteceu,mas só a troca de cumprimentos ou uma piscadinha já me deixa culpada. Tortura-me quando me pego procurando por ele ou pensando se vou encontrá-lo. Logo eu, que sempre fui destacada como a mais leal das amigas.

 

Estou convicta de que não é paixão. É só a vontade de estar.  A teoria de Doris não se aplica a mim.

Escrito por Daisy às 12h08
[ ] [ envie esta mensagem ]

24/06/2008


Meu momento egoísta

1h30 da manhã. Mergulhada em mais um Jane Austen, vejo um ser voador entrar no meu quarto. Salto gritando da cama e tento me esconder debaixo dela. Fecho a porta na primeira oportunidade, choro, grito e sozinha decido enfrentar o intruso (seria um pássaro noturno? Um morcego? Uma borboleta negra e gigante?). Acendo todas as luzes da casa, vasculho cada canto e nada. O que quer que fosse saiu pela mesma janela que entrou. Ligo para os meus pais assustada, chorando, querendo colo. Forço-me a ler novamente e adormeço somente após às 5h.

 

Dias antes, assumo um novo cliente. Grande conta, grandes responsabilidades, grandes cobranças. Junto dele, cai do no meu colo um evento enorme, repleto de palpiteiros e muito pouca gente com vontade de pôr a mão na massa. Ao ver que a confusão está crescendo, decido “pôr o pau na mesa” e arranjar minha primeira discussão. Depois de muita pressão, peço, às 20h, a benção do chefe. Volto ao trabalho uma hora depois e só finalizo as pendências à meia-noite, com promessa de muito trabalho no fim de semana.

 

O que os dois fatos têm em comum? Ambos me deixaram insegura, precisando de uma palavra amiga, que dissesse “está tudo certo”, “calma, vai passar” ou “você fez o que pôde”. Nos dois casos, o ombro amigo não acalmou meu coração. A tensão continuava lá, enquanto a insegurança foi trocada por uma cobrança ainda mais cruel (“você precisava pedir ajuda? Não podia resolver sozinha? Sua fraca!”).

 

E é assim que vivo. A minha própria cobrança, chamada também de responsabilidade exacerbada, é minha pior inimiga. É ela a culpada pelo meu cansaço físico e mental. Eu também a culpo pela quase ausência de vida social.  Quando não está focada em trabalho, minha mente encontra alento em filmes, seriados, músicas, refeições tranqüilas em um lugar calmo ou no aconchego do lar e cama. Muita cama. Alterno períodos de insônia com outros de muito sono e inércia.

 

Não culpo os amigos que não entendem esse estilo de vida. Nem eu considero o ideal. Só queria compreensão. O boteco perdeu a graça: não quero encher a cara enquanto falo de trabalho, de planos, de vida amorosa ou divido fofoquinhas; por mais egoísta que isso possa soar, não quero escutar reclamações e infelicidades de ninguém. Não preciso escutar que estou ausente, que sumi, que isso ou aquilo.

Chega! 

 

Cobrança já basta a que vivo no trabalho e a minha própria. Preciso de paciência e leveza de espírito; de alguém que me tire do cotidiano, faça minha mente pensar em outras coisas, arranque gargalhadas.

 

Repreendo-me muitas vezes pensando que estou sendo egoísta, mas prefiro pensar que estou delimitando meu espaço. Aos poucos, irei expandir meus domínios, impor minhas vontades e retomar meus sonhos... ganha meu coração quem respeitar e me ajudar a conquistar a minha liberdade!

 

 

 

Escrito por Daisy às 22h54
[ ] [ envie esta mensagem ]

28/05/2008


Te adoro, estressadinha.

Eu levei cerca de 20 minutos para ter alguma reação. E a reação foi encaminhar o e-mail para a Doris e para a Pê com aquele singelo “PSC”. Como boas amigas, elas expressaram o que até então eu não conseguia: PQP!

 

O autor da frase foi um cliente. Sim, um cliente. O mesmo que há um ano respondeu, em uma pesquisa de satisfação, que concordava parcialmente com a  postura corporativa da equipe.

 

Parcialmente????  Agora penso: teria ele se enganado com a proposta da pesquisa e se auto-avaliado?

 

A verdade é que, no início, eu até fiquei impressionada com ele. Se prometer sigilo, conto até que desejei que ele gostasse de mim. Bonitinho, alto (o que conta dois pontos positivos), hetero (conta 10), certinho, muito inteligente... percebi, em tempo, a besteira que estava fazendo. É cliente!!! O trabalho é muito mais importante para mim!!!

 

Tá, mentira. Na verdade, ele tinha preferência pela Doris. E homens que gostam da Doris não podem gostar de mim. E vice-versa. Daí para começar a elencar todos os seus defeitos foi um pulo, que gerou até uma ojeriza. Agora isso...

 

E não, eu nunca respondi aquela mensagem. Porque tenho tanta postura corporativa que sou incapaz de repetir para o cliente as sábias palavras de Doris: “estressadinha de c*** é rola”.

Escrito por Daisy às 14h11
[ ] [ envie esta mensagem ]

Mora perto? A altura regula?

O mago da televisão brasileira, Silvio Santos, já ensinou a fórmula perfeita para o sucesso de relacionamentos. Mora perto? A altura regula? Eram as duas perguntas necessárias para o feiticeiro do amor sentenciar o sucesso de um namoro engatando em seu programa Namoro na TV versão século 21. Sendo afirmativo para os dois, não restavam dúvidas quanto ao sucesso.

 

Eu assistia vez ou outra, apesar do meu favorito ser Qual é a música? E mesmo assim, não aprendi. Mora perto? Não. A altura regula? Não.

 

Ai, que dá tanta saudade ficar assim, longe. Vou encher os bolsos das companhias de ônibus e avião que fazem a rota interior-capital-capital-interior. Nesse feriado, passei lá. No próximo fim de semana, ele passa aqui. E assim vamos.

 

Ioga

 

Hoje fui a uma aula experimental de ioga. Gostei bem, viu? Vou levar uns dias para levar a sério aquele lance de “ganesha, ganesha, namastê ohmmmmmmmmmmm”. Fiquei com vontadinha de rir quando a aula começou, mas logo os movimentos im-pos-sí-veis tomaram conta da minha atenção. Acho que vou até ter dores musculares. Aguardemmmm.

Escrito por Doris às 23h24
[ ] [ envie esta mensagem ]

19/05/2008


Apenas bons amigos

Pronto. Agora não tem mais saída. Status Namorando já conhece Sr. e Sra. Dóris, brinca com a cadelinha da Sra. Dóris e almoça junto com a família no domingo – com prato especial porque é vegetariano e simplesmente TODOS os pratos na minha casa levam carne. Até o molho de tomate do macarrão.

 

Medinho. Vez ou outra me dá um paniquinho, mas que passa rápido. Sexta fiz até uma coisa feia – desconvidei. Meus pais iam me buscar no aeroporto e depois fomos comer uma pizza. Chamei pra ir junto. E enquanto esperava o avião, fiquei com medinho e liguei desconvidando. Acabou que fui só com meus pais e a gente nem se viu na sexta.

 

Ainda bem que ele é do bem e não tem grandes expectativas. Porque super entendeu – deve ter dado graças a Deus, pra falar a verdade – e super aceitou o convite no dia seguinte para tomar um aperitivo lá em casa. Só queijo, sem salame. Eu pensei de forma mais prática e, para não ter que ficar dividindo meu tempo entre a família e ele, achei melhor apresentar todo mundo e sair matando os coelhos com uma cajadada só.

 

Mas assim, pra imprensa, somos apenas bons amigos. Estamos nos conhecendo, tá?

Escrito por Doris às 20h06
[ ] [ envie esta mensagem ]

06/05/2008


Out

Assim. O Alma Gêmea foi pro saco. Eu to tentando escrever este post desde umas duas semanas atrás, quando o Alma Gêmea mandou email dizendo que viria pra SP e queria encontrar os amigos. Claro que ele mandou e-mail pra geral, o que me irrita profundamente. Quer sair comigo? Me liga, cara! Mas aí eu percebi que ele não quer sair comigo. Então tá.

 

Porque concomitantemente - na verdade, até mesmo antes desse e-mail besta do Alma Gêmea - eu e o Status Namorando nos aproximamos mais e mais. Mais até do que pensávamos e gostaríamos. E aconteceu que o Status veio passar o feriado inteirinho comigo aqui em SP, na minha casa.

 

E esse feriado tava friozinho, né? Super upper pra namorar... Tchururu. Acabou que a gente abriu o coração pras verdades que tinha pra falar um pro outro - ele contou que tinha mesmo namorada e só terminou agora, mês e pouco atrás; eu contei que já sabia pelo orkut e que não tinha falado nada pra não ter que deixar de sair com ele; blábláblá whiskas sachê. E acabou que a gente até fez um acordo de exclusividade. É isso mesmo. Doris está out of the market.

Escrito por Doris às 16h18
[ ] [ envie esta mensagem ]

05/05/2008


Há males que vem para o bem

Eu não costumo concordar com as resenhas de filmes publicadas na mídia. Pode ser o meu gosto pessoal ou porque o jornalista ou é muito cabeça ou tem gosto por sangue, preferindo dar mais destaque às fraquezas aos pontos fortes.

 

Mas dessa vez os críticos estavam certos. Eu adorei  Homem de Ferro. E a culpa disso é que sou apaixonada pelo Robert Downey Jr. O que quer que ele faça eu sempre vou achar muito bom.

 

Ele é o malandro para quem os pais temem [em vão] perder as filhas. Tem um charme que te faz ficar apaixonada em menos de 5 minutos.  É natural; ele nem precisa se esforçar. E é imortal. Pode ficar velho que o charme e a malandragem estarão sempre lá, imutáveis.

 

Todo mundo sabe que ele é uma tranqueira (que o diga Sarah Jessica Parker). Olha Nem aquele histórico apaga o seu talento ou o encantamento que causa em mim. E olha que nem estou falando do peitoral, dos braços fortes ou das pernas tortas que ele exibe no filme.

 

Como disse um colega meu, as drogas não parecem ser tão perigosas assim. Olha o Fábio Assunção, outro belo exemplo de que não só é possível sobreviver mas também fazer isso bem. O moço está cada vez mais bonito.

 

Veja bem, não é uma apologia às drogas, mas um novo olhar, uma nova discussão.

 

A verdade é que, se o Robert Downey Jr fosse de verdade [isto, é circulasse no mesmo mundinho que eu], eu seria super mulherzinha. Daquelas sempre apaixonadas, sempre disponíveis, que lava as cuecas, na saúde e na doença, até que morte nos separasse.

Escrito por Daisy às 11h57
[ ] [ envie esta mensagem ]

03/05/2008


A insônia, a neurose e o banheiro

Enquanto eu ainda degustava o fato de ser contida e séria demais, Doris acusou-me de querer controlar tudo. Tá lá, para todo mundo ler. Não tivemos tempo para a DR, mas o assunto não sai da minha cabeça. Talvez tenha que admitir que é verdade, prestes a um ataque de nervos gerado por um vazamento no banheiro e a iminente possibilidade de quebradeira e muita, muita sujeira.

 

 

O maldito foi descoberto há dois dias. Ok, 1 e ½. O especialista só poderá vir amanhã, mas o ambiente já foi preparado para a sua chegada. Você já parou para pensar quanta coisa vc acumula no banheiro? Quantos produtos de higiene pessoal e beleza você compra, ganha e acumula? E remédios?

 

Sou tarada por shampoos e neosaldinas, mas posso garantir que o meu estoque é bem mais amplo. Muito mais do que a minha imaginação ou organização poderia contar.

 

Quanto mais eu olho para eles, amontoados entre meu quarto e a “área de serviço”, mas eu fico nervosa com a situação. Por que não pára de pingar? E se tiver que quebrar tudo e fazer muita sujeira? Ou não tiver azulejo para repor? E se a madeira do gabinete apodrecer com tanto água? E se o meu banheiro, que não é nenhum cinco estrelas mas tenho orgulho dele, nunca mais for o mesmo? 22h57 é tarde demais para ligar para o especialista? Para lembrá-lo de que ele não pode esquecer de vir aqui amanhã? Ou para pedir que ele venha um pouquinho mais cedo?

 

Há dois dias isso me atormenta. Ok, 1 e1/2.

E lá vem mais uma noite mal dormida.

 

 

Escrito por Daisy às 23h07
[ ] [ envie esta mensagem ]

30/04/2008


Afinidade

Essa palavra não sai da minha cabeça. Tenho certeza de que já foi até tema de outros posts (fiquei com pregui de procurar) e até hoje procuro uma explicação, mesmo estando claro de que ela não se faz necessária.

 

Sexta passada encontrei uma amiga de infância. Durante dois anos, fomos inseparáveis – vizinhas, colegas de escola, adversárias no karatê. Quando tínhamos apenas 10 anos, ela mudou-se para outra cidade e, durante outros 10 anos, trocamos cartas sempre recheadas de confidências. Como é natural, a distância fez-se presente e perdemos o contato.

 

Agora, 18 anos depois, nos reencontramos. O encontro foi delicioso – fluiu naturalmente, sem silêncios constrangedores, com muita risada.  Mais do que isso, permitiu que eu fugisse completamente dos assuntos do dia-a-dia, da pressão e das decepções com trabalho, dos dissabores da vida.

 

Quando cheguei em casa, liguei para Doris, que confirmou que não há nada como a afinidade. Ontem, rapidamente, falei com Frederico, uma boa tradução da afinidade inexplicável. Estamos distantes, mas me senti impelida a fazer aquela ligação. Só para escutar a voz, saber se estava tudo bem.

 

A falta de controle sobre esse sentimento [afinidade] pode ser o grande motivo para eu me sentir tão seduzida e aflita por ele. Estaria eu finalmente descobrindo ou admitindo uma nova característica da minha personalidade? O fato de querer controlar tudo? Será que eu realmente quero controlar tudo?

 

Ainda não consigo responder essas questões, mas posso dizer que gostaria de estar mais próxima dessas pessoas, além de descobrir novas. Por que? Pelo simples fato de que gosto do que elas despertam em mim.

Escrito por Daisy às 10h25
[ ] [ envie esta mensagem ]

22/04/2008


I want love

Acabei de voltar do cinema. Vi o recomendado ‘Chega de saudade’, que não é lá essas coisas, mas fez pensar no amor. Principalmente, vendo aquele velho rabugento. Acho, na verdade, que estou longe de entender o amor. Veja a minha história com o Alessandro. A Pê sempre disse que nós éramos perfeitos um para o outro, porque temos os mesmos valores. Ele já me decepcionou e eu já o rejeitei. Quando eu quero confusão, ele se retrai, foge de mim como o diabo da cruz. Saímos juntos há duas semanas e dessa vez aconteceu o contrário. Eu não me senti confortável perto dele, que mais parecia um pombo perto de mim. Exibia-se o tempo todo; fez questão de dizer que está namorando, mas não está realmente com ela; não parava de pegar em mim, me beijar e me abraçar. E é óbvio que um se importa com o outro.

 

Talvez eu realmente queira um amor impossível. Não é o príncipe encantado – lindo e perfeito. Quero alguém que me faça rir, que me faça esquecer do cotidiano, que me deixe leve.

 

Comentei outro dia que ia provar outra série, My Boys. Fiquei completamente apaixonada pelo grupo de amigos que se reúne para dar risada, para beber e falar asneiras. É disso que eu preciso.

 

Quero esquecer a tensão e o estresse do meu trabalho, quero esquecer os problemas pessoais, quero esquecer do Plano B, quero esquecer das cobranças, quero espaço...como diz Elton, “But I want love, just a different kind / I want love, won't break me down / Won't brick me up, won't fence me in / I want a love, that don't mean a thing / That's the love I want, I want love”.

Escrito por Daisy às 22h53
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web: