São 22h e acabo de voltar de um legítimo encontro de cocotas com Doris. Ela comentou que ainda pensa em posts, mas não tem tempo para colocá-los no papel. Eu disse que me sinto culpada pela ausência (já até pensei em cometer “blogcídio”), mas não vejo mais anedotas pitorescas no meu cotidiano que façam jus (sic) a esse espaço.
Foi quando Doris, sem perceber, me deu um chacoalhão. “Como assim não?”. Vamos aos fatos minha gente:
1 - Existe um segurança em minha vida. Whitney que me desculpe, mas ele é bem melhor que o Kevin Costner. Ele é um diamante negro com mojo!! É claro que a vida é bem menos glamurosa que a ficção. Ele não é o meu segurança, mas de uma cantina italiana perto da minha casa. É claro também que eu não tenho planos de chegar às vias de fato com ele uma vez que ele se ‘relaciona’ com conhecidos meus – os porteiros, no caso.
O importante é que vale para a auto-estima o meu charmoso balançar em frente à cantina só para escutar, do alto da sua elegância, um bom dia ou boa noite. O auge da nossa intimidade (sic) foi o acréscimo do “tudo bem?” em uma bela madrugada. Ousado a ponto de provocar arrepios...
2 – O que dizer do ex-pretê que ressuscitou e caiu no mesmo conto da carochinha? Há três anos, eu dei um fora justamente na hora em que ele achou que ia se dar bem. Dessa vez, sem planejamento ou aviso prévio, a história se repetiu. Seríamos nós capaz do mesmo papelão uma terceira vez?
3 – Mas quem faz meus hormônios pulularem é o gatinho da frente (entenda: meu vizinho). Ele é moreno, alto e tem os dentes mais perfeitos de todo o bairro. Infelizmente nos encontramos pouco, mas é sempre especial. Todas as frases ele termina dizendo o meu nome. Daisy, Daisy... ah, o meu nome fica muito bem na boca dele, viu?
Acontece que não é só o meu apetite que é aguçado; a minha audição também. Eu já sei o barulho que ele faz para travar e destravar a porta. Como nem sempre estou “decente”, consola-me observá-lo pelo olho mágico. E num desses dias a surpresa: o moçoilo estava saindo de cueca para colocar o lixo. Coitadinho!!! Ficou preocupado com o elevador e, inocente, nem imaginou a possibilidade de que alguém poderia utilizar por outros motivos aquele buraquinho. PONTO PARA AS MENINAS!!!
No nosso último encontro, porém, eu cometi um deslize quase fatal. Primeiro, eu descobri que o gatinho cresceu na mesma cidade de um ex, o que fez meu corpo amolecer de preguiça (xô, deja vu, assombração!!!). Depois de perguntar, desconcentrada, a idade dele e ouvir um sonoro 23, soltei o seguinte comentário inteligente:
- Ah, eu sabia que você era novinho.
Tá bom ou quer mais?