Eu levei cerca de 20 minutos para ter alguma reação. E a reação foi encaminhar o e-mail para a Doris e para a Pê com aquele singelo “PSC”. Como boas amigas, elas expressaram o que até então eu não conseguia: PQP!
O autor da frase foi um cliente. Sim, um cliente. O mesmo que há um ano respondeu, em uma pesquisa de satisfação, que concordava parcialmente com a postura corporativa da equipe.
Parcialmente???? Agora penso: teria ele se enganado com a proposta da pesquisa e se auto-avaliado?
A verdade é que, no início, eu até fiquei impressionada com ele. Se prometer sigilo, conto até que desejei que ele gostasse de mim. Bonitinho, alto (o que conta dois pontos positivos), hetero (conta 10), certinho, muito inteligente... percebi, em tempo, a besteira que estava fazendo. É cliente!!! O trabalho é muito mais importante para mim!!!
Tá, mentira. Na verdade, ele tinha preferência pela Doris. E homens que gostam da Doris não podem gostar de mim. E vice-versa. Daí para começar a elencar todos os seus defeitos foi um pulo, que gerou até uma ojeriza. Agora isso...
E não, eu nunca respondi aquela mensagem. Porque tenho tanta postura corporativa que sou incapaz de repetir para o cliente as sábias palavras de Doris: “estressadinha de c*** é rola”.


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