Abril é mês de declaração de Imposto de Renda, quando levantamos todo o dinheiro que deixamos vazar no ano anterior em um documento que, ironicamente, o banco chama de informe de rendimentos. Se há uma coisa que me falta é rendimento. Mas deixa pra lá, porque isso já é rotina e está na mão do contador (coitado).
Coincidência neste ano foi minhas férias forçadas, porque eu estava com muitos dias acumulados, terem caído bem neste período. Como não me programei para fazer nenhuma viagem, aproveitei para botar uma ordem na minha vida. Levantar o “informe de vivências” de 2007 e de todos os outros anos pra trás. Isso inclui revirar gavetas, me livrar de papéis inúteis, organizar documentos importantes, providenciar materiais em falta, buscar academia, pensar em dieta, organizar um plano B pra minha vida e, em meio a tudo isso, reviver histórias malucas com os recuerdos que vou encontrando nesta faxina geral.
Bem, tudo começou na segunda, com aquele papo firmeza com minha amiga. Problema ticado, resolvido. E então, voltei para as burocracias – joguei fora resultados de exames clínicos que fiz em 2002!!! Dá pra acreditar? Por que raios eu guardei isso? No idea. E então, enquanto dividia os documentos da casa em pastas, recebi um Oi no messenger. Do alma gêmea.
Eu já tinha pensado em escrever aqui que ele tinha sumido, me decepcionando nos mais altos níveis que a decepção pode alcançar. Mas antes de concretizar isso, ele ressurge e me dobra, simples assim. Pediu desculpas e eu nem pedi muita explicação, sabe? Ele mora no Sul, longe pra danar, não vai resolver ter uma DR assim. Até porque nem existe muito substrato pra isso. Fiquei feliz com mais uma questão ticada e resolvida na minha vida. Porque vou dizer: sempre que entrava no messenger pensava – será que ele vai estar online? E quando ele estava online, pensava – será que se eu disser oi ele responde? (cheguei a dizer uma vez e ele não respondeu).


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