Doris&Daisy


06/12/2007


Empurrar bêbado na ladeira...

Embora eles entupam a caixa postal, eu nunca dei muita bola para spams. Até me divertia com eles, como aquele que dá dicas sobre como aumentar o você-sabe-o-quê (pode ter crianças lendo). Mas tudo nesse mundo tem limite.

 

Ninguém merece, após um dia desumano de trabalho, abrir a sua caixa postal e encontrar uma mensagem com o assunto: “Convite para Daisy”. O que você pode pensar que é? Algo bom certo? Será que ganhei num concurso? Um brinde? Algo que vá me fazer feliz, dar-me tranqüilidade e elevar minha auto-estima?

 

Não!!!!  

 

Daisy,

Você está recebendo um convite para aprender a emagrecer rapidamente, de forma definitiva, sem remédios, sem "efeito sanfona" e podendo comer tudo o que você gosta.

Emagrecer pode ser bastante simples se você souber os truques certos. Imagine se você pudesse ter acesso a uma ferramenta que lhe informasse de forma simples e clara onde você está errando e fosse seu verdadeiro mentor da boa forma. Agora isso é possível.

 

Acaba de chegar no Brasil Ondiet, um sistema online que criará para você um programa alimentar personalizado, usando os alimentos que você mesmo escolher, de acordo com as suas necessidades. Nada de refeições impossíveis. Dia a dia você poderá contar com esse revolucionário sistema para lhe guiar e dar todo suporte necessário para você perder rapidamente e de forma definitiva os quilos que tanto lhe incomodam e despertar cada vez mais olhares de admira ção. Garanta sua melhor forma.

"Nunca me senti tão bonita quanto agora." Leticia Lima, 27 anos - usuária Ondiet há 2 meses.

O que você tem a perder? Absolutamente nada!  Clique agora no convite abaixo e comece em minutos a mudar sua vida.

 

 

O que eu tenho a dizer: rassifudê!

Escrito por Daisy às 18h59
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03/12/2007


Resumo da ópera

Fui trabalhar em um evento que funcionava praticamente assim: toda a gente convidada passando tardes na piscina, tomando caipirinha, cerveja, comendo até não agüentar mais e se jogando na balada. Um compromisso social atrás do outro. Entre os convidados havia executivos, artistas e esportistas. Mas isso é o de menos e vamos ao que interessa.

 

1.

Entre os convidados estavam os jogadores de futebol da seleção de 94 – Gilmar, Mauro Silva e Zetti. Até aí ok, afinal, eu sou do tipo que dorme em final de Copa do Mundo quando o jogo é de manhã. Nem me abalei. Até me dar conta, depois de uns quatro copos de champagne e quase uma hora de conversa com o Zetti (resolvendo os problemas do mundo), de que eu estava frente a frente com meu ídolo da adolescência! Quando o São Paulo foi campeão em 92 (do mundo, Daisy?) eu tinha um namorado sãopaulino e, então, eu virei sãopaulina também, basicamente porque era moda. E o meu jogador preferido era o Zetti. Na verdade, era o único que eu conhecia porque usava uma roupa diferente. Eu sabia também quem era o Raí, mas era muito pop gostar do Raí. Mas assim, só pra finalizar, nem me abalei igual. Foram só dois segundos e logo passou.

 

2.

Estava lá também um jogador de tênis argentino, Guillermo Cañas, que eu simplesmente fiquei besta! Besta naquele mesmo nível em que fico quando estou perto do meu presidente. E pior: em castellano. Três anos de estdio de la lengua española para ficar muda. Meu fraco por argentinos, apesar da rivalidade que eu a-dor-o cultuar, ficou tão evidente quanto poderia. Claro que ele nem notou minha presença em um lugar cheio de modelos querendo dar pra ele. Mas só de olhar eu estava satisfeita. Sabe aquela cara de argentino invocado, metido a besta, com mania de grandeza? Tudo aquilo que é insuportável em um argentino? Ele tinha. E era arrebatador! Jesus-me-dê-a-mão! De quebra, no táxi aéreo de volta pra São Paulo, voei joelho-joelho com ele. Claro que esse foi o momento máximo da minha mudez. Sem comentários.

 

3.

Tirando o super star, havia outros homens aprazíveis, claro. Alguns deles até disponíveis. Eu poderia arriscar um contato maior, dar uma deixa pra algum. Mas não consigo. É como comprar roupa. Quando vou a uma loja e me apaixono por uma calça, por exemplo, mas que não me veste bem, não adianta comprar outra, que seja mais ou menos, mas cai como uma luva. Não vou usar e ainda vou ficar com raiva porque não é o que eu queria. Tenho que esperar passar uns dias até me esquecer da primeira para então começar a procurar algo que seja lindo e me sirva também. Homem = roupa.

 

4.

O que fazer quando o cliente – gostoso – sai da piscina de calção, sem camisa e corpo dourado para falar com você sobre trabalho? Eu sei que pra quem mora no Rio de Janeiro isso é super normal, por causa da praia. Mas eu vivo em São Paulo e é praticamente inadmissível que um cliente tenha vida social sem roupa! Tentei ao máximo manter fixo o olhar no rosto dele e não no tórax. Não acredito que tenha sido suficiente. Mas ele foi educado e fez que não percebeu.

Escrito por Doris às 00h09
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