Doris&Daisy


26/06/2008


Eu recuso-me a ser a vagabunda de alguém!

O Contargo Calligares escreveu hoje na Folha um artigo interessante sobre amor. As pessoas quando dizem “eu te amo” estão realmente apaixonadas ou só estão amando o prazer de estarem apaixonadas?

 

Confuso? Pode ser, mas confesso que caiu como uma luva para mim. Depois de um longo período, sinto-me pronta para nova confusão e o meu radar – preenchido por trabalho, mulheres e amigos gays - só apontou uma pessoa. E isso é problema.

 

Uma amiga já foi apaixonada por ele e diz que hoje esse sentimento passou, o que sinceramente não convenceu. Nada aconteceu,mas só a troca de cumprimentos ou uma piscadinha já me deixa culpada. Tortura-me quando me pego procurando por ele ou pensando se vou encontrá-lo. Logo eu, que sempre fui destacada como a mais leal das amigas.

 

Estou convicta de que não é paixão. É só a vontade de estar.  A teoria de Doris não se aplica a mim.

Escrito por Daisy às 12h08
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24/06/2008


Meu momento egoísta

1h30 da manhã. Mergulhada em mais um Jane Austen, vejo um ser voador entrar no meu quarto. Salto gritando da cama e tento me esconder debaixo dela. Fecho a porta na primeira oportunidade, choro, grito e sozinha decido enfrentar o intruso (seria um pássaro noturno? Um morcego? Uma borboleta negra e gigante?). Acendo todas as luzes da casa, vasculho cada canto e nada. O que quer que fosse saiu pela mesma janela que entrou. Ligo para os meus pais assustada, chorando, querendo colo. Forço-me a ler novamente e adormeço somente após às 5h.

 

Dias antes, assumo um novo cliente. Grande conta, grandes responsabilidades, grandes cobranças. Junto dele, cai do no meu colo um evento enorme, repleto de palpiteiros e muito pouca gente com vontade de pôr a mão na massa. Ao ver que a confusão está crescendo, decido “pôr o pau na mesa” e arranjar minha primeira discussão. Depois de muita pressão, peço, às 20h, a benção do chefe. Volto ao trabalho uma hora depois e só finalizo as pendências à meia-noite, com promessa de muito trabalho no fim de semana.

 

O que os dois fatos têm em comum? Ambos me deixaram insegura, precisando de uma palavra amiga, que dissesse “está tudo certo”, “calma, vai passar” ou “você fez o que pôde”. Nos dois casos, o ombro amigo não acalmou meu coração. A tensão continuava lá, enquanto a insegurança foi trocada por uma cobrança ainda mais cruel (“você precisava pedir ajuda? Não podia resolver sozinha? Sua fraca!”).

 

E é assim que vivo. A minha própria cobrança, chamada também de responsabilidade exacerbada, é minha pior inimiga. É ela a culpada pelo meu cansaço físico e mental. Eu também a culpo pela quase ausência de vida social.  Quando não está focada em trabalho, minha mente encontra alento em filmes, seriados, músicas, refeições tranqüilas em um lugar calmo ou no aconchego do lar e cama. Muita cama. Alterno períodos de insônia com outros de muito sono e inércia.

 

Não culpo os amigos que não entendem esse estilo de vida. Nem eu considero o ideal. Só queria compreensão. O boteco perdeu a graça: não quero encher a cara enquanto falo de trabalho, de planos, de vida amorosa ou divido fofoquinhas; por mais egoísta que isso possa soar, não quero escutar reclamações e infelicidades de ninguém. Não preciso escutar que estou ausente, que sumi, que isso ou aquilo.

Chega! 

 

Cobrança já basta a que vivo no trabalho e a minha própria. Preciso de paciência e leveza de espírito; de alguém que me tire do cotidiano, faça minha mente pensar em outras coisas, arranque gargalhadas.

 

Repreendo-me muitas vezes pensando que estou sendo egoísta, mas prefiro pensar que estou delimitando meu espaço. Aos poucos, irei expandir meus domínios, impor minhas vontades e retomar meus sonhos... ganha meu coração quem respeitar e me ajudar a conquistar a minha liberdade!

 

 

 

Escrito por Daisy às 22h54
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28/05/2008


Te adoro, estressadinha.

Eu levei cerca de 20 minutos para ter alguma reação. E a reação foi encaminhar o e-mail para a Doris e para a Pê com aquele singelo “PSC”. Como boas amigas, elas expressaram o que até então eu não conseguia: PQP!

 

O autor da frase foi um cliente. Sim, um cliente. O mesmo que há um ano respondeu, em uma pesquisa de satisfação, que concordava parcialmente com a  postura corporativa da equipe.

 

Parcialmente????  Agora penso: teria ele se enganado com a proposta da pesquisa e se auto-avaliado?

 

A verdade é que, no início, eu até fiquei impressionada com ele. Se prometer sigilo, conto até que desejei que ele gostasse de mim. Bonitinho, alto (o que conta dois pontos positivos), hetero (conta 10), certinho, muito inteligente... percebi, em tempo, a besteira que estava fazendo. É cliente!!! O trabalho é muito mais importante para mim!!!

 

Tá, mentira. Na verdade, ele tinha preferência pela Doris. E homens que gostam da Doris não podem gostar de mim. E vice-versa. Daí para começar a elencar todos os seus defeitos foi um pulo, que gerou até uma ojeriza. Agora isso...

 

E não, eu nunca respondi aquela mensagem. Porque tenho tanta postura corporativa que sou incapaz de repetir para o cliente as sábias palavras de Doris: “estressadinha de c*** é rola”.

Escrito por Daisy às 14h11
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27/05/2008


Mora perto? A altura regula?

O mago da televisão brasileira, Silvio Santos, já ensinou a fórmula perfeita para o sucesso de relacionamentos. Mora perto? A altura regula? Eram as duas perguntas necessárias para o feiticeiro do amor sentenciar o sucesso de um namoro engatando em seu programa Namoro na TV versão século 21. Sendo afirmativo para os dois, não restavam dúvidas quanto ao sucesso.

 

Eu assistia vez ou outra, apesar do meu favorito ser Qual é a música? E mesmo assim, não aprendi. Mora perto? Não. A altura regula? Não.

 

Ai, que dá tanta saudade ficar assim, longe. Vou encher os bolsos das companhias de ônibus e avião que fazem a rota interior-capital-capital-interior. Nesse feriado, passei lá. No próximo fim de semana, ele passa aqui. E assim vamos.

 

Ioga

 

Hoje fui a uma aula experimental de ioga. Gostei bem, viu? Vou levar uns dias para levar a sério aquele lance de “ganesha, ganesha, namastê ohmmmmmmmmmmm”. Fiquei com vontadinha de rir quando a aula começou, mas logo os movimentos im-pos-sí-veis tomaram conta da minha atenção. Acho que vou até ter dores musculares. Aguardemmmm.

Escrito por Doris às 23h24
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19/05/2008


Apenas bons amigos

Pronto. Agora não tem mais saída. Status Namorando já conhece Sr. e Sra. Dóris, brinca com a cadelinha da Sra. Dóris e almoça junto com a família no domingo – com prato especial porque é vegetariano e simplesmente TODOS os pratos na minha casa levam carne. Até o molho de tomate do macarrão.

 

Medinho. Vez ou outra me dá um paniquinho, mas que passa rápido. Sexta fiz até uma coisa feia – desconvidei. Meus pais iam me buscar no aeroporto e depois fomos comer uma pizza. Chamei pra ir junto. E enquanto esperava o avião, fiquei com medinho e liguei desconvidando. Acabou que fui só com meus pais e a gente nem se viu na sexta.

 

Ainda bem que ele é do bem e não tem grandes expectativas. Porque super entendeu – deve ter dado graças a Deus, pra falar a verdade – e super aceitou o convite no dia seguinte para tomar um aperitivo lá em casa. Só queijo, sem salame. Eu pensei de forma mais prática e, para não ter que ficar dividindo meu tempo entre a família e ele, achei melhor apresentar todo mundo e sair matando os coelhos com uma cajadada só.

 

Mas assim, pra imprensa, somos apenas bons amigos. Estamos nos conhecendo, tá?

Escrito por Doris às 20h06
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06/05/2008


Out

Assim. O Alma Gêmea foi pro saco. Eu to tentando escrever este post desde umas duas semanas atrás, quando o Alma Gêmea mandou email dizendo que viria pra SP e queria encontrar os amigos. Claro que ele mandou e-mail pra geral, o que me irrita profundamente. Quer sair comigo? Me liga, cara! Mas aí eu percebi que ele não quer sair comigo. Então tá.

 

Porque concomitantemente - na verdade, até mesmo antes desse e-mail besta do Alma Gêmea - eu e o Status Namorando nos aproximamos mais e mais. Mais até do que pensávamos e gostaríamos. E aconteceu que o Status veio passar o feriado inteirinho comigo aqui em SP, na minha casa.

 

E esse feriado tava friozinho, né? Super upper pra namorar... Tchururu. Acabou que a gente abriu o coração pras verdades que tinha pra falar um pro outro - ele contou que tinha mesmo namorada e só terminou agora, mês e pouco atrás; eu contei que já sabia pelo orkut e que não tinha falado nada pra não ter que deixar de sair com ele; blábláblá whiskas sachê. E acabou que a gente até fez um acordo de exclusividade. É isso mesmo. Doris está out of the market.

Escrito por Doris às 16h18
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05/05/2008


Há males que vem para o bem

Eu não costumo concordar com as resenhas de filmes publicadas na mídia. Pode ser o meu gosto pessoal ou porque o jornalista ou é muito cabeça ou tem gosto por sangue, preferindo dar mais destaque às fraquezas aos pontos fortes.

 

Mas dessa vez os críticos estavam certos. Eu adorei  Homem de Ferro. E a culpa disso é que sou apaixonada pelo Robert Downey Jr. O que quer que ele faça eu sempre vou achar muito bom.

 

Ele é o malandro para quem os pais temem [em vão] perder as filhas. Tem um charme que te faz ficar apaixonada em menos de 5 minutos.  É natural; ele nem precisa se esforçar. E é imortal. Pode ficar velho que o charme e a malandragem estarão sempre lá, imutáveis.

 

Todo mundo sabe que ele é uma tranqueira (que o diga Sarah Jessica Parker). Olha Nem aquele histórico apaga o seu talento ou o encantamento que causa em mim. E olha que nem estou falando do peitoral, dos braços fortes ou das pernas tortas que ele exibe no filme.

 

Como disse um colega meu, as drogas não parecem ser tão perigosas assim. Olha o Fábio Assunção, outro belo exemplo de que não só é possível sobreviver mas também fazer isso bem. O moço está cada vez mais bonito.

 

Veja bem, não é uma apologia às drogas, mas um novo olhar, uma nova discussão.

 

A verdade é que, se o Robert Downey Jr fosse de verdade [isto, é circulasse no mesmo mundinho que eu], eu seria super mulherzinha. Daquelas sempre apaixonadas, sempre disponíveis, que lava as cuecas, na saúde e na doença, até que morte nos separasse.

Escrito por Daisy às 11h57
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02/05/2008


A insônia, a neurose e o banheiro

Enquanto eu ainda degustava o fato de ser contida e séria demais, Doris acusou-me de querer controlar tudo. Tá lá, para todo mundo ler. Não tivemos tempo para a DR, mas o assunto não sai da minha cabeça. Talvez tenha que admitir que é verdade, prestes a um ataque de nervos gerado por um vazamento no banheiro e a iminente possibilidade de quebradeira e muita, muita sujeira.

 

 

O maldito foi descoberto há dois dias. Ok, 1 e ½. O especialista só poderá vir amanhã, mas o ambiente já foi preparado para a sua chegada. Você já parou para pensar quanta coisa vc acumula no banheiro? Quantos produtos de higiene pessoal e beleza você compra, ganha e acumula? E remédios?

 

Sou tarada por shampoos e neosaldinas, mas posso garantir que o meu estoque é bem mais amplo. Muito mais do que a minha imaginação ou organização poderia contar.

 

Quanto mais eu olho para eles, amontoados entre meu quarto e a “área de serviço”, mas eu fico nervosa com a situação. Por que não pára de pingar? E se tiver que quebrar tudo e fazer muita sujeira? Ou não tiver azulejo para repor? E se a madeira do gabinete apodrecer com tanto água? E se o meu banheiro, que não é nenhum cinco estrelas mas tenho orgulho dele, nunca mais for o mesmo? 22h57 é tarde demais para ligar para o especialista? Para lembrá-lo de que ele não pode esquecer de vir aqui amanhã? Ou para pedir que ele venha um pouquinho mais cedo?

 

Há dois dias isso me atormenta. Ok, 1 e1/2.

E lá vem mais uma noite mal dormida.

 

 

Escrito por Daisy às 23h07
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30/04/2008


Afinidade

Essa palavra não sai da minha cabeça. Tenho certeza de que já foi até tema de outros posts (fiquei com pregui de procurar) e até hoje procuro uma explicação, mesmo estando claro de que ela não se faz necessária.

 

Sexta passada encontrei uma amiga de infância. Durante dois anos, fomos inseparáveis – vizinhas, colegas de escola, adversárias no karatê. Quando tínhamos apenas 10 anos, ela mudou-se para outra cidade e, durante outros 10 anos, trocamos cartas sempre recheadas de confidências. Como é natural, a distância fez-se presente e perdemos o contato.

 

Agora, 18 anos depois, nos reencontramos. O encontro foi delicioso – fluiu naturalmente, sem silêncios constrangedores, com muita risada.  Mais do que isso, permitiu que eu fugisse completamente dos assuntos do dia-a-dia, da pressão e das decepções com trabalho, dos dissabores da vida.

 

Quando cheguei em casa, liguei para Doris, que confirmou que não há nada como a afinidade. Ontem, rapidamente, falei com Frederico, uma boa tradução da afinidade inexplicável. Estamos distantes, mas me senti impelida a fazer aquela ligação. Só para escutar a voz, saber se estava tudo bem.

 

A falta de controle sobre esse sentimento [afinidade] pode ser o grande motivo para eu me sentir tão seduzida e aflita por ele. Estaria eu finalmente descobrindo ou admitindo uma nova característica da minha personalidade? O fato de querer controlar tudo? Será que eu realmente quero controlar tudo?

 

Ainda não consigo responder essas questões, mas posso dizer que gostaria de estar mais próxima dessas pessoas, além de descobrir novas. Por que? Pelo simples fato de que gosto do que elas despertam em mim.

Escrito por Daisy às 10h25
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22/04/2008


I want love

Acabei de voltar do cinema. Vi o recomendado ‘Chega de saudade’, que não é lá essas coisas, mas fez pensar no amor. Principalmente, vendo aquele velho rabugento. Acho, na verdade, que estou longe de entender o amor. Veja a minha história com o Alessandro. A Pê sempre disse que nós éramos perfeitos um para o outro, porque temos os mesmos valores. Ele já me decepcionou e eu já o rejeitei. Quando eu quero confusão, ele se retrai, foge de mim como o diabo da cruz. Saímos juntos há duas semanas e dessa vez aconteceu o contrário. Eu não me senti confortável perto dele, que mais parecia um pombo perto de mim. Exibia-se o tempo todo; fez questão de dizer que está namorando, mas não está realmente com ela; não parava de pegar em mim, me beijar e me abraçar. E é óbvio que um se importa com o outro.

 

Talvez eu realmente queira um amor impossível. Não é o príncipe encantado – lindo e perfeito. Quero alguém que me faça rir, que me faça esquecer do cotidiano, que me deixe leve.

 

Comentei outro dia que ia provar outra série, My Boys. Fiquei completamente apaixonada pelo grupo de amigos que se reúne para dar risada, para beber e falar asneiras. É disso que eu preciso.

 

Quero esquecer a tensão e o estresse do meu trabalho, quero esquecer os problemas pessoais, quero esquecer do Plano B, quero esquecer das cobranças, quero espaço...como diz Elton, “But I want love, just a different kind / I want love, won't break me down / Won't brick me up, won't fence me in / I want a love, that don't mean a thing / That's the love I want, I want love”.

Escrito por Daisy às 22h53
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Terremoto P.S. Voltei

22/04/2008 - 21h27
São Paulo é atingido por tremor de 5,2 graus na escala Richter

 

Moradores de São Paulo sentiram um tremor de terra na noite desta terça-feira. O tremor foi sentido em todas as regiões da cidade e algumas áreas da Grande São Paulo.

 

O epicentro do terremoto ocorreu a cerca de 270 km de São Vicente, no litoral sul de São Paulo e atingiu 5,2 graus na escala Richter, de acordo com o Laboratório de Sismologia da UnB (Universidade de Brasília).

 

(da Folha Online)

 

Droga! E eu estava dentro do cinema, não senti nada! Desde pequena quero saber como é passar por um terremoto. Tanto que eu morria de medo de ser levada pelo homem do saco e até hoje não sei qual seria a melhor medida de proteção no caso de ele aparecer. Mas eu sempre soube que, em casos de terremoto, devemos ficar sob o batente da porta.

Escrito por Doris às 22h00
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17/04/2008


Cabocla e devaneios de tardes de ócio

Novembro 2007 – Doris conhece gatinho do interior. Quinze dias depois, descobre no orkut seu Status Namorando. Não toca no assunto com ele.

 

Dezembro 2007 – Doris conhece gatinho do Sul e o considera sua Alma Gêmea. Dias depois, ele deixa de responder aos e-mails e telefonemas de Doris.

 

Janeiro 2008 – Doris viaja ao interior e estreita ligações com Status Namorando, mas sem compromissos. Ainda não toca no assunto com ele. Por seu lado, ele tampouco comenta sua condição.

 

Março 2008 – Status Namorando diz a Doris que terminou com antiga namorada pouco antes de novembro de 2007. Doris finge que acredita e vai checar no orkut. Status continua o mesmo.

 

Abril 2008 – Status Namorando altera seu perfil no orkut. Tira o ‘status namorando’ e add Doris. Dias depois, Alma Gêmea dá sinal de vida, pede desculpas pelo sumiço. Doris perdoa e se derrete.

 

Enquanto isso, acompanho a novela Cabocla em minhas tardes de ócio regadas a Vale a Pena Ver de Novo. Na trama, a cabocla Zuca (Vanessa Giácomo) acaba de conhecer e se apaixonar pelo Dr. Luiz (Daniel de Oliveira). O problema, que lhe traz dúvida e sofrimento, é que dias antes de conhecê-lo, Zuca ficou noiva de seu namorado, o fiel e apaixonado Tobias (Malvino Salvador). O noivo que todas as mães de Pau d´Alho pediram a Deus.

 

Eu sei que é exagero. Mas depois de 30 dias de férias no interior a gente começa a delirar mesmo.

Escrito por Doris às 19h47
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04/04/2008


Época de IR

Abril é mês de declaração de Imposto de Renda, quando levantamos todo o dinheiro que deixamos vazar no ano anterior em um documento que, ironicamente, o banco chama de informe de rendimentos. Se há uma coisa que me falta é rendimento. Mas deixa pra lá, porque isso já é rotina e está na mão do contador (coitado).

 

Coincidência neste ano foi minhas férias forçadas, porque eu estava com muitos dias acumulados, terem caído bem neste período. Como não me programei para fazer nenhuma viagem, aproveitei para botar uma ordem na minha vida. Levantar o “informe de vivências” de 2007 e de todos os outros anos pra trás. Isso inclui revirar gavetas, me livrar de papéis inúteis, organizar documentos importantes, providenciar materiais em falta, buscar academia, pensar em dieta, organizar um plano B pra minha vida e, em meio a tudo isso, reviver histórias malucas com os recuerdos que vou encontrando nesta faxina geral.

 

Bem, tudo começou na segunda, com aquele papo firmeza com minha amiga. Problema ticado, resolvido. E então, voltei para as burocracias – joguei fora resultados de exames clínicos que fiz em 2002!!! Dá pra acreditar? Por que raios eu guardei isso? No idea. E então, enquanto dividia os documentos da casa em pastas, recebi um Oi no messenger. Do alma gêmea.

 

Eu já tinha pensado em escrever aqui que ele tinha sumido, me decepcionando nos mais altos níveis que a decepção pode alcançar. Mas antes de concretizar isso, ele ressurge e me dobra, simples assim. Pediu desculpas e eu nem pedi muita explicação, sabe? Ele mora no Sul, longe pra danar, não vai resolver ter uma DR assim. Até porque nem existe muito substrato pra isso. Fiquei feliz com mais uma questão ticada e resolvida na minha vida. Porque vou dizer: sempre que entrava no messenger pensava – será que ele vai estar online? E quando ele estava online, pensava – será que se eu disser oi ele responde? (cheguei a dizer uma vez e ele não respondeu).

 

Pois bem. Agora ele apareceu e temos um canal aberto, sem constrangimentos, para conversar quando for o caso. E quer saber? É o que basta.

Escrito por Doris às 15h31
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02/04/2008


Atualizando...

Esse blog nem parece mais que é meu tb. Além de ter dado uma relaxada já faz tempo, saí de férias e dei um “ixtópi” geral. Mas vamos lá.

 

A Daisy já me atualizou sobre My Boys, assim como já me providenciou os primeiros episódios que serão assistidos em breve. Aguardemmmmm comentários. Com este, alcanço a marca de quatro seriados-febre, além de Lost, Heroes e Grey’s Anatomy. Na próxima semana passarei um tempo na casa de meu tio, que é cirurgião e já me adiantou que está a-man-do House. Logo, chego a cinco seriados. Já ta bom, né? Oshe.

 

Só para dar um refresh...

 

Nas últimas duas semanas, estive na casa de meus pais, no interior. Se alguém ainda se lembra, eu tinha um gatinho, que conheci em novembro e nos encontramos vez ou outra, quando eu ia pra lá. Depois de vários encontros consecutivos, incluindo dormir na casa dele, almoçar junto e andar de mãos dadas no shopping, algumas conversas começaram a se aprofundar. Se alguém ainda se lembra também, eu busquei o perfil dele no orkut e tinha no status namorando (na época, alguém comentou no blog: rou-ba-da).

 

Na época, decidi não tocar no assunto relacionamento com ele. Esperar até ele me contar e nunca aconteceu. Eu conhecia uma informação que ele estava omitindo. Ok. Mas chega uma hora que é inevitável falar. A iniciativa foi dele e, se ele está mesmo namorando, agora ele oficialmente mentiu. Disse que terminou pouco antes de nos conhecermos... De verdade? Eu preferia a omissão. Mas como voltei pra SP, resolvi digerir isso e ver depois o que fazer.

 

Em tempo: não estou namorando, embora a Daisy insista em dizer que sim.

 

Ah, e pra finalizar. Eu voltei a ser amiga daquela ex-amiga que casou com meu ex-traumático. Depois de processar e entender todos os meus sentimentos e todas as informações racionalmente resolvi que é mais importante pra mim a amizade dela. E ponto. Chamei-a pra jantar na segunda-feira e tivemos uma conversa face-to-face.A melhor decisão que já tomei nesta história toda. I feel free and light!

Escrito por Doris às 12h41
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30/03/2008


Boa semana!

Pelo vídeo abaixo você deve ter percebido que sou aficionada pelos enlatados americanos. Eles me fazem rir, me fazem chorar, me fazem companhia, são temas de conversas com amigos e conhecidos.

 

No início do ano (por que, afinal, você percebeu que estamos praticamente em abril???), eu estava deslumbrada por Men in Trees. A primeira temporada tinha começado bem e começava a segunda parte ainda mais emocionante:a mocinha lutava para reencontrar o seu equilíbrio (e para isso, ganha a companhia de um bonitão – SÓ EM FILMES), enquanto o tonto do mocinho mostrava-se insatisfeito por ter voltado para ex. O tempo inteiro era aquele clima de “ainda te quero”, olhares calientes e todo aquele clichê que a gente adora. Agora eles estão juntos. Ele largou da ex, passou uma temporada no mar, quase morreu e agora eles decidiram que não dá mais para segurar, explode coração. Em outras palavras, o seriado ficou bem chatinho. Eu até acompanho, mas está me dando pregui, sabe?

 

Até que o Estadão abriu meus olhos. A Etiene Jacintho, aquela que tem a coluna dos meus sonhos, chamou atenção para a série My Boys, da Sony. Disse que ela era a heroína mais sincera, mais gente como a gente, que gosta do cara, mas não consegue se expressar perto dele e faz umas burradas e umas gafes, que só uma mulher “normal” poderia entender.

 

No início da noite, liguei a TV e encontrei o quê? My Boys. Resolvi dar uma degustada e saí direto para o computador para baixar o primeiro capítulo. Não, não farei mais comentários. Prefiro estudar o material com mais calma. Posso dizer, porém, que a série trouxe um fôlego para aquela depressão de domingo.

 

Escrito por Daisy às 21h35
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